A Polícia Federal avançou nas investigações sobre o uso indevido de dados sigilosos ao deflagrar, nesta quarta-feira (1º), a segunda fase da Operação Exfil, que apura acessos ilegais a informações fiscais de integrantes do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares.
Nesta etapa, foram cumpridos um mandado de prisão e seis de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.
Esquema de acesso ilegal e venda de dados
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de invadir sistemas da Receita Federal para obter informações fiscais de forma ilegal, com posterior comercialização dos dados.

A prática, além de violar o sigilo fiscal, levanta preocupações quanto à segurança de autoridades públicas e ao uso indevido de informações sensíveis.
Desdobramentos da primeira fase
A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano e teve como foco servidores públicos e auditores vinculados à Receita Federal.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, os investigados passaram a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.
Investigação continua
As diligências seguem em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos no esquema e aprofundar a apuração sobre a extensão do acesso ilegal aos sistemas federais.
A Operação Exfil reforça o combate a crimes cibernéticos e à violação de dados sensíveis no âmbito da administração pública.


