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Operação do MPAM cumpre mandados contra 19 PMs, após intervenção policial que resultou na morte de um homem, em outubro de 2025

Uma operação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) resultou na prisão preventiva de dez policiais militares entre eles um capitão na manhã desta sexta-feira (13/03), em Manaus. A ação é um desdobramento das investigações sobre a morte de João Paulo Maciel dos Santos durante uma intervenção policial ocorrida em outubro de 2025, no bairro Vila da Prata, zona oeste da capital. O caso ganhou ampla repercussão após a divulgação de imagens registradas no momento da ocorrência.

A operação, denominada Simulacrum, foi conduzida pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça Especializadas no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), sob responsabilidade dos promotores Armando Gurgel Maia e Daniel Silva Chaves Amazonas de Menezes. A ação teve como objetivo cumprir mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Ao todo, 19 policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público. As acusações incluem 11 denúncias por homicídio qualificado e 12 por fraude processual, sendo que quatro dos investigados respondem pelos dois crimes.

Nome do Anunciante

A decisão judicial determinou o cumprimento de 38 mandados, entre eles 11 de prisão preventiva, 19 de busca e apreensão e oito de medidas cautelares diversas da prisão. Dos mandados de prisão, dez já foram cumpridos, e os policiais encontram-se recolhidos no Batalhão da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), localizado no Distrito Industrial. Um dos policiais denunciados não foi detido por estar de férias fora do estado.

O cumprimento das medidas contou com apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio de equipes da Diretoria de Justiça e Disciplina, responsável pela Polícia Judiciária Militar, além da colaboração da própria Rocam, unidade de origem dos policiais investigados.

Segundo o Ministério Público, o nome da operação faz referência à conclusão apresentada na denúncia, que aponta para a simulação de prestação de socorro à vítima e possível alteração da cena do crime.

O processo tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

De acordo com o promotor Armando Gurgel Maia, a atuação das promotorias especializadas faz parte do papel institucional do Ministério Público de fiscalizar a atividade policial. “As duas Proceapsp cumprem o seu papel dentro do Ministério Público, que é agir no controle da atividade policial. A ação teve o apoio total dos comandos da Polícia Militar e da Rocam, que nos auxiliaram e seguem no suporte em todas as etapas da investigação”, afirmou.

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