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Julgamento da morte de grávida Débora Alves começa sob forte comoção em Manaus

Família relata impedimento para acompanhar sessão e cobra pena máxima para acusados

Teve início nesta terça-feira (27), no Fórum Ministro Enoque Reis, em Manaus, o julgamento dos acusados pela morte brutal de Débora da Silva Alves, jovem grávida de oito meses assassinada em julho de 2023. O caso, que chocou o Amazonas pela violência e crueldade, mobilizou familiares da vítima, que acompanharam o início da sessão do lado de fora do fórum em meio a forte emoção e pedidos de justiça.

Segundo os parentes, parte da família foi impedida de entrar no plenário para acompanhar o julgamento, situação que provocou revolta e desespero.

“Não deixaram eu entrar. Eu queria assistir, queria olhar na cara dele”, desabafou a avó de Débora, emocionada.

Nome do Anunciante

Pai da vítima revive dor da perda

O pai da jovem, José Júnior, afirmou que cada movimentação no processo reacende o sofrimento causado pela perda da filha e do neto.

“Cada mexida no processo aperta o nosso coração. A gente espera que eles peguem a pena máxima”, declarou.

Ainda emocionado, ele relembrou a convivência diária com Débora e afirmou que a ausência da filha permanece impossível de ser superada.

“Hoje minha filha não está mais aqui. O áudio da voz dela, as fotos… tudo dói”, disse.

Ministério Público classifica crime como um dos mais brutais do Amazonas

Durante o julgamento, o promotor de Justiça André Epifânio Martins classificou o caso como um dos crimes mais violentos já registrados no estado.

“Estamos diante de um dos casos mais brutais da história do estado. A vítima, grávida de oito meses, foi violentamente assassinada”, afirmou.

O representante do Ministério Público informou que o órgão irá pedir a pena máxima aos acusados e destacou que o julgamento pode se estender por até três dias, devido à complexidade do caso e ao número de provas e depoimentos que serão apresentados.

Relembre o crime

De acordo com as investigações, Débora da Silva Alves foi atraída até uma área do Distrito Industrial por Gil Romero Machado Batista, sob a falsa promessa de receber dinheiro para comprar itens do enxoval do bebê.

No local, ela teria sido assassinada com a ajuda de um comparsa identificado como “Neguinho”. Após o crime, o corpo da jovem foi colocado dentro de um tambor e incendiado.

Débora estava grávida do pequeno Arthur. Os restos mortais do bebê também foram encontrados na mesma área onde o corpo da mãe foi localizado.

Julgamento deve seguir pelos próximos dias

A expectativa é que o julgamento continue nos próximos dias com oitivas de testemunhas, apresentação de provas periciais e interrogatórios dos réus.

Enquanto isso, familiares seguem mobilizados em busca de justiça e aguardam a condenação dos acusados pelo crime que marcou profundamente a população amazonense.

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