Uso inédito da tecnologia
Arqueólogos que atuam na região de Pompeia, na Itália, utilizaram pela primeira vez inteligência artificial para reconstruir a aparência de uma das vítimas da erupção do Monte Vesúvio, ocorrida há quase 2.000 anos.
As imagens foram divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Parque Arqueológico de Pompeia, responsável pelas escavações no local.
Reconstrução da cena
Além do rosto da vítima, a tecnologia também gerou uma cena ilustrativa que mostra o homem tentando se proteger durante a erupção, agachado e segurando uma tigela sobre a cabeça, enquanto o Monte Vesúvio aparece em chamas ao fundo.

Descoberta dos restos mortais
A reconstrução foi baseada nos restos mortais de um homem adulto encontrados próximo a um dos portões ao sul da cidade, ao lado de um pilão de terracota.
De acordo com os pesquisadores, o homem tentava fugir em direção ao mar quando foi atingido por uma chuva de rochas vulcânicas, nas primeiras horas do segundo dia da erupção.
Objetos encontrados
Durante a análise, os arqueólogos identificaram que a vítima carregava uma lâmpada e 10 moedas de bronze, o que pode indicar que ele estava em deslocamento no momento da tragédia.
Contexto histórico
A cidade de Pompeia foi soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79 d.C., permanecendo preservada sob cinzas por séculos.
Atualmente, o sítio arqueológico é considerado um dos mais importantes do mundo, oferecendo registros detalhados da vida na Roma Antiga e das consequências de grandes desastres naturais.


