Segundo o Depoimento de Gil Romero ao ser questionado sobre o dia do fato, ele alega que recebeu ligação de Débora por volta das 23:30h do dia 29/05 , pedindo para encontrá-lo, pois não estaria se sentindo bem por conta de uma situação familiar, e que que queria arejar, respondeu que não poderia saír, pois estava de serviço , mas acabou cedendo, indo buscá-la.

Quando retornou a Usina , passou pela guarita, baixou os vidros (que era norma, para poder entrarem), que o segurança viu a Debora sentada no banco de passageiro do seu veículo Civic Preto, então seguiram para o galpão onde estava o Neguinho e o vulgo nóia, a respeito desta segunda suposta testemunha, Gil alega o tê-lo visto pela primeira vez, porém que seu funcionário já estria no galpão por já serem costumeiros a fazer retirada de cobre das máquinas ali guardadas, ao estacionar o carro, deixou a porta do lado em que a vítima se encontrava aberta , e que ela estava ao celular teclando, acreditando ele que estava falando com alguma amiga.


Quando ele soube que seu supervisor viria para uma inspeção, pediu que todos ficassem dentro do galpão e que não fizessem barulho, ao término da inspeção e a saída do supervisor, Romero alega ter olhado de longe e visto Débora caída ao chão próximo a porta do veículo vermelho, a picape, de sua propriedade, porém sendo usada por Neguinho , e que ela estaria morta , com os olhos abertos e a língua pra fora, ele questionou Neguinho, “O que tu fez?”, e a resposta foi que , quando ele estaria com o supervisor, ficaram nervosos e chamou a vítima para entrar no galpão, e que ela havia se negado alegando “Eu não vim para ficar trancada no escuro” e que durante esse desentendimento o nóia teria matado a jovem, porém, não se sabe mais desta suposta testemunha,

Então , Romero falou para Neguinho “E agora o que tu vais fazer?, tu fez a merda , tu vais dar teu jeito”, e a resposta foi, vamos incinerar, a idéia seria do funcionário, porém, segundo ele, na hora deu vontade de dar um tiro no rapaz, mas pensou sobre estar no ambiente de trabalho, se prejudicar, e cedeu a idéia do “autor”, conseguiram um tonel, colocaram o corpo da vítima dentro, e foram em busca de uma tampa, sendo que não era do mesmo tambor, então usaram fios e amarraram a tampa. José Nilson, jogou mais produto inflamável, e após queimar, ele foi chamado para ver como o corpo havia ficado, e percebeu que não teria queimado tudo, foi quando tamparam e amarraram, carregaram para a carroceria da picape e pararam junto a cerca, usando um alicate, José Nilson cortou os arames e empurrou o tonel, que bateu em uma árvore e abriu, saindo partes do corpo, onde houve a necessidade de descer o barranco.

Romero ficou com uma lanterna auxiliando de cima o Neguinho resgatar as partes que caíram e tampando novamente o tonel e colocando folhas por cima , terminado ele voltou para o seu posto , aguardando o término do plantão. Gil ainda em depoimento pede desculpas da família da Débora , que se pudesse voltar no tempo , não faria, ele só fez para ajudar um amigo, e que agora ele se encontra preso.

Ao ser questionado sobre a história do bebê jogado ao rio ,ele diz ter inventado essa história porque teria sido “torturado”, mas que não sabia do bebê, que estava muito arrependido, se meteu nessa emboscada para ajudar um amigo, pediu perdão a Paula (mãe de Débora), que pensou em fazer algo contra ele mesmo, que na fuga , foi reconhecido, e acabou se entregando porque não aguentou saber que a esposa estaria presa. Segundo Romero, ele teria se encontrado com Débora apenas 3 vezes e apenas 1 vez mantiveram relação sexual, e que ao saber da gestação, estava aguardando para fazer o exame de DNA , e que ela não pedia nada, porém, que ele a presenteou com um celular, porque ela era uma ótima menina e que ele gostava de presentear.


