O andamento do chamado inquérito das fake news voltou ao centro do debate no Supremo Tribunal Federal, após manifestação do presidente da Corte, Edson Fachin, que classificou o tema como motivo de preocupação.
Durante conversa com jornalistas nesta terça-feira (31), o ministro indicou que já é o momento de discutir a possibilidade de encerramento da investigação, aberta em 2019 e ainda em curso.
Debate sobre continuidade
Fachin relembrou que atuou como relator da ação que analisou a legalidade do inquérito e votou pela sua constitucionalidade. Segundo ele, a iniciativa teve papel relevante na proteção das instituições democráticas e no enfrentamento de ataques direcionados ao Supremo.

A fala sinaliza uma nova etapa de avaliação dentro da Corte, voltada a discutir não apenas a validade, mas também a duração do procedimento.
Origem do inquérito
O inquérito foi instaurado em março de 2019, por decisão do então presidente do STF, Dias Toffoli, com o objetivo de apurar a disseminação de informações falsas e ameaças contra ministros e seus familiares.
Na ocasião, o ministro designou Alexandre de Moraes como relator do caso, que passou a conduzir as investigações.
Divergências e apoio dentro do STF
O tema também tem gerado diferentes posicionamentos entre os ministros. Recentemente, Gilmar Mendes defendeu a continuidade do inquérito, destacando que a medida foi necessária diante do cenário de ataques às instituições durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Próximos passos
Com mais de cinco anos de tramitação, o inquérito das fake news entra agora em uma fase de reflexão interna no STF, que deve avaliar sua continuidade ou eventual encerramento.
A discussão envolve o equilíbrio entre a necessidade de investigação e a delimitação temporal de medidas excepcionais, consideradas importantes em momentos de crise institucional.


