O interesse dos Estados Unidos em firmar um acordo estratégico com o Brasil para exploração de minerais críticos tem ganhado destaque nas relações bilaterais, segundo avaliação de diplomatas brasileiros.
Interesse estratégico americano
De acordo com interlocutores, o presidente Donald Trump busca avançar em um entendimento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda durante o atual mandato brasileiro. A preocupação da Casa Branca é que mudanças políticas futuras possam dificultar negociações a partir de 2027.
Os minerais críticos são considerados essenciais para setores como tecnologia, energia e defesa, o que amplia o peso geopolítico do tema.

Debate no Congresso
No Brasil, a discussão ganha força no Congresso Nacional, que analisa a regulamentação do setor. O relator Arnaldo Jardim deve apresentar seu parecer nos próximos dias.
Resistência do governo brasileiro
O governo Lula tem sinalizado cautela em relação a um acordo amplo com os EUA. Entre os fatores estão:
- Críticas a acordos regionais;
- Resistência à venda de ativos estratégicos;
- Não adesão a iniciativas lideradas pelos americanos.
Essas posições refletem uma estratégia de maior controle nacional sobre recursos considerados estratégicos.
Tensões recentes
O tema se soma a outros pontos de atrito entre os dois países, como:
- Divergências na Organização Mundial do Comércio sobre taxação do comércio eletrônico;
- Episódios diplomáticos envolvendo autoridades brasileiras.
Cenário internacional
A questão dos minerais críticos também estará na agenda global, incluindo reuniões entre Donald Trump e Xi Jinping, reforçando a disputa internacional por esses recursos.
Além disso, investigações comerciais conduzidas pelos EUA, com base na chamada Seção 301, podem resultar na retomada de tarifas sobre produtos brasileiros, aumentando a pressão nas negociações bilaterais.
O cenário aponta para uma disputa estratégica crescente, com impactos diretos nas relações comerciais e políticas entre os dois países.


