A Casa Branca divulgou nesta quarta-feira (1º) um relatório sobre as relações comerciais dos Estados Unidos com outros países e fez críticas a políticas adotadas pelo Brasil, incluindo a taxação de compras internacionais, o sistema de pagamentos Pix e as tarifas do Mercosul.
O documento aponta medidas consideradas “protetivas” e afirma que regras brasileiras podem impactar o comércio com empresas norte-americanas.
Entre os pontos citados está a tributação sobre remessas internacionais. Segundo o relatório, o Brasil aplica alíquota que pode chegar a 60% em determinadas compras, além de estabelecer limites de valor por envio e por importador.

A medida mencionada se refere à política de taxação de compras internacionais implementada em 2024, que passou a cobrar impostos sobre produtos adquiridos no exterior, incluindo itens de menor valor.
O relatório também critica o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Segundo o governo dos Estados Unidos, o modelo pode favorecer o próprio sistema público em relação a empresas privadas estrangeiras.
O documento aponta preocupação com o fato de o Banco Central ser responsável por operar, regular e exigir a adesão ao sistema por instituições financeiras com grande número de contas.
O Pix já havia sido citado anteriormente em ações do governo norte-americano. Em 2025, os Estados Unidos abriram uma investigação comercial contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação do país, alegando possíveis práticas desleais.
O relatório também aborda o Mercosul e afirma que exportadores norte-americanos enfrentam incertezas no mercado brasileiro devido a mudanças frequentes nas tarifas dentro do bloco.
Segundo a Casa Branca, o documento integra a estratégia comercial do presidente Donald Trump e tem como objetivo identificar barreiras comerciais impostas a produtos dos Estados Unidos.


