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Escola do Mecânico inaugura a primeira unidade franqueada na capital Manaus

Com uma mulher no comando, novo centro de aprendizagem técnica chega para formar profissionais especializados na área de reparação automotiva. O objetivo é suprir a carência de mão-de-obra especializada na região Norte do País

Março de 2026 – Com o maior faturamento já registrado na história do “motor da economia da Amazônia”, o Polo Industrial de Manaus bateu R$ 227 bilhões em 2025 e gerou mais de 131 mil empregos diretos. De acordo com dados da Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, os subsetores que mais cresceram foram “duas rodas” com 19,69% e a área da “mecânica” com 9,16% de participação.

Porém, existe uma realidade diária nas grandes capitais e no interior: a carência de mão de obra especializada em posições mais técnicas como o da reparação automotiva que requer atualização constante, é ainda um grande desafio a ser superado. Na capital Manaus não é diferente, assim como em outras regiões brasileiras.

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Diante desta realidade, e comprometida com a empregabilidade no País, o Grupo Escola do Mecânico dá mais um passo importante e anuncia abertura da unidade franqueada em Manaus, a primeira no norte do País, que levará formação técnica e profissionalização com o objetivo de gerar oportunidades na área e capacitar profissionais para o mercado, nesta quinta-feira, 12/03.

“A Escola do Mecânico vive um momento de expansão ao mesmo tempo que o mercado necessita contratar bons profissionais. Estamos formando mecânicos do futuro, ou seja, pessoas preparadas para lidar com os desafios da área em sintonia com as últimas tendências tecnológicas. O papel da escola é gerar impacto social por meio da geração de emprego e renda”, diz Sandra Nalli, CEO e fundadora da Escola do Mecânico.

No suntuoso espaço com 150m², a escola será gerida por Márcio Passos, ao lado da sócia Maria de Nazaré, ambos com experiência no segmento. Ele, que atua há 11 anos na área, percebeu que a demanda por serviços automotivos só crescia na região, mas a qualificação profissional não acompanhava esse ritmo e algo precisava ser feito. “Manaus tem uma frota grande de carros e motocicletas e muitas oficinas espalhadas pela cidade, mas, o problema não é falta de mercado e, sim, a carência de profissionais realmente capacitados. Muitos aprendem apenas na prática, mas hoje os veículos exigem conhecimento técnico, leitura de scanner, sistemas eletrônicos e atualização constante. Sem formação adequada, o profissional acaba ficando limitado.”, explica.

Crescimento dos serviços de reparação automotiva na região

De acordo com o Anuário anual do Sindirepa, Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios 2025/2026, traz dados sobre a evolução do setor de reparação automotiva no País. Atualmente, são 68 milhões de unidades entre automóveis, utilitários, caminhões, ônibus e motocicletas. Em 2024, a soma chegou em 92.125 carros elétricos e 294.037 carros híbridos, o que exige do mercado o desafio de contratar mão de obra qualificada para atender a demanda, principalmente a tecnologia embarcada nos carros elétricos.

Com recorte específico para o Amazonas, que tem uma população estimada de 4.281.209 habitantes, a frota total de veículos automotores e motocicletas é de 0,87% (carros leves), 1,10% (carros pesados) e 1,47% (motocicletas). Em 2016, eram 389 empresas de reparação de veículos na região, em 2025 subiu para 1103. Já os serviços de manutenção e reparação em mecânica de veículos automotores, em 2016 eram 184 locais especializados, em 2025 pulou para 506. Já serviços de lavagem, lubrificação e polimento, em 2016 eram 44, já em 2025 cresceu expressivamente para 156.

Outro fator crucial que justifica a alta demanda por serviços automotivos é o envelhecimento da frota. “A vaga está aberta, mas encontramos dificuldade constante em contratar. Há oportunidades em todas as áreas de reparação automotiva, o mercado está em expansão, mas faltam pessoas preparadas para assumir essas vagas”, contextualiza Passos.

Para a sócia Nazaré, que soma experiência na área junto com o marido Adeziam Galvão, a qualificação técnica pode gerar renda, independência e crescimento profissional, além de fortalecer o setor automotivo da região e gerar oportunidades reais. “Desde 2008, eu já tinha o projeto de abrir uma escola pela proximidade com a área e pelos 26 anos de experiência que tenho no setor ao lado do meu esposo. Sim, há uma grande carência de mão de obra na região. Por curiosidade, já fiz serviço de pintura, e trabalhei em borracharia”, afirma.

Expansão
Com 48 unidades espalhadas em 13 Estados brasileiros, entre rede própria e franquias, o Grupo Escola do Mecânico – que também tem outras vertentes de negócios como a Escola do Funileiro e Oficina Verde -, foi fundada em 2011, é um negócio de impacto social, que oferece formação e empregabilidade em mecânica em todo Brasil. Desde que foi fundada, já qualificou mais de 120 mil alunos.

Nasceu com a missão de capacitar profissionais para o mercado de reparação automotiva. Hoje, é referência no setor e na profissionalização nas áreas de Linha Leve, Pesada e Motocicletas e conta com escolas em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Brasília, Goiás, Minas Gerais, Paraná, dentre outros.

Atualmente, 30% dos jovens formados pela escola já foram encaminhados ao mercado de trabalho, algo em torno de 40 mil alunos. São mais de 25 mil vagas anunciadas pelos apps Emprega Mecânico e o Emprega + oferecido gratuitamente, e que conecta candidatos em busca de emprego na área e a indústria que precisa contratar. Em 2024, foram capacitados 15.314 alunos, e em 2025, bateu a marca de 19.245, crescimento que reforça o compromisso com a formação técnica, ética e com a responsabilidade social do setor.

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