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Anitta aborda espiritualidade e combate ao racismo religioso em seu novo álbum, Equilibrivm

Anitta lançou, na quinta-feira (16/4), seu oitavo álbum de estúdio, Equilibrivm. Este trabalho marca uma nova fase em sua carreira, trazendo temas ligados à espiritualidade, à natureza e à meditação, em um contraste com os assuntos que tradicionalmente abordava, como a sexualidade. Agora, a cantora se aproxima de um universo mais místico e introspectivo em suas músicas.

Durante uma coletiva de imprensa realizada em sua casa em Miami, nesta sexta-feira (17/4), Anitta detalhou os conceitos por trás do álbum. Ela foi rápida em destacar que o trabalho não se limita a sua fé no candomblé, mas é uma expressão de suas experiências e sensações pessoais, que dialogam com diferentes crenças.

“Este álbum não é sobre religião, é sobre um estado de espírito, algo que acredito em um sentido mais amplo. Ele trata do estado de sentimento e da ideia de que podemos encontrar respostas em muitos lugares, não apenas em uma religião”, disse a cantora.

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Racismo religioso

Anitta também tocou em um tema sensível em sua carreira: o racismo religioso. Ela já havia compartilhado anteriormente casos de intolerância ligados à sua fé, e no novo álbum, ela retoma essa questão. Para ela, a relação com a espiritualidade vai além da sua vivência pessoal e reflete um debate amplo sobre o preconceito religioso no Brasil.

“É muito difícil para algumas pessoas respeitar a crença dos outros quando já carregam em si tanto preconceito e ódio. Meu objetivo com o álbum é compartilhar o que acredito e o que me faz bem. Isso pode fazer com que aqueles que já seguem a mesma religião ou que se interessam por ela se sintam mais fortalecidos”, explicou.

A cantora também falou sobre a dificuldade inicial de se posicionar publicamente sobre sua religião, especialmente devido ao medo do julgamento. Ela revelou que o Equilibrivm surge como uma resposta a esse estigma.

“Por muito tempo, senti vergonha de expor minha fé, por causa dos ataques e preconceitos. Com o álbum, queria dar voz ao que acredito. E espero que, ao fazer isso, as pessoas se sintam mais livres e apoiadas”, afirmou.

Sem foco no público conservador

Quando questionada sobre as críticas que tem recebido, Anitta deixou claro que não faz música pensando no público conservador. Ela explicou que seu trabalho é feito com base em suas próprias crenças e interesses, além de buscar provocar reflexões em seus fãs.

“Eu não fiz este álbum para agradar o público conservador. Fiz pensando em mim e nos meus fãs, que gostam de ver minha evolução e as novas provocações que trago. Não me preocupo com esse público, eles só estão interessados em me atacar para ganhar visibilidade”, afirmou.

Ela também minimizou o impacto desses ataques em sua carreira, destacando que seu foco está em quem a acompanha genuinamente.

“Não faz sentido pensar nesses ataques, pois não são essas pessoas que vão aos meus shows. Meu público é quem me importa, e para eles quero dar cada vez mais voz, força e representação, musicalmente falando”, concluiu.

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