Quarto dia de Julgamento no caso Débora no Fórum Ministro Henoch Reis , sendo o “segundo dia” recheado de revelações e expectativas , na sexta-feira , a Delegada Debora Barreiros trouxe seu depoimento durando 4 horas pela parte da manhã , tendo a pausa de 1h para o almoço, e ao retornar, sendo estendido por mais 4h, a data de 29/05 foi voltada somente ao seu relato, sendo a testemunha principal , pois a Delegada era a responsável pelo caso, acompanhando passo a passo todo o processo.
No sábado 30/05, dentre as testemunhas, tivemos um vigilante que do trabalho ( a época) de Gil Romero, outros que foram ouvidos foram 3 detentos, 2 por vídeo conferência e um no plenário do tribunal do júri , que foi o mais impactante, relatou que Romero o havia pedido um valor para assumir a feitoria do crime e se dizer chamar “nóia”, porém , por não ter repassado o que prometera antes do julgamento, decidiu não assumir,, sábado que o dia mais prolongamento do julgamento, finalizando o dia por volta das 23:30h, prevista a retomada para este domingo 31/05 ás 10h com a previsão da leitura da sentença, mas horário de término ainda não definido.
Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, vulgo “Neguinho” foram interrogados neste sábado (30), Os acusados respondem por duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver, ‘Neguinho” foi ouvido e questionado antes de Gil, trazendo um relato preciso e conciso com o primeiro depoimento no dia 03/08/2023. Ao final, virou-se para a direção onde se encontravam os pais de Débora e seus familiares, e pediu perdão, alegando que se pudesse voltar aquele momento, não o teria ajudo, “Eu só acendi o isqueiro, e ajudei a esconder o corpo, mas não a matei, eu nem sabia que era ela” , e começou a chorar Já o réu Romero, manteve-se sempre com um discurso de elogios a vítima, alegando que não a matou, e que apenas ajudou a se desfazer do corpo, e que só fugiu poque se sentiu ameaçado, quem teria matado a jovem teria sido ou o Neguinho ou o Nóia, mas que ele não sabia, também virou-se para os pais e pediu perdão, que talvez, se o DNA confirmasse que o bebê era dele, poderia até criá-lo, que sua esposa não teria interferência sobre isso.

ENTENDA O CASO:
Débora da Silva Alves,18, desapareceu na noite de 29 de julho do ano de 2023 ,saiu de casa para encontrar Gil Romero , pai do bebê que ela esperava, tendo sido encontrada morta, 5 dias depois em uma área de mata, ao lado da Usina onde Gil trabalhava como segurança, situada no bairro Mauazinho, Zona Leste de Manaus. Segundo as investigações , a grávida foi torturada, asfixiada, e tendo o corpo queimado, junto com seu bebê, dentro de um galpão no interior da Usina Termoelétrica Mauá 2.
José Nilson foi preso 4 dias após o crime, logo que a família recorreu a imprensa para divulgar o desaparecimento da jovem , Romero fugiu para o município de Curuá, no Pará, tendo passado pelo Município de Itacoatiara no período em que as investigações avançavam e tendo o conhecimento da prisão de Neguinho, sendo localizado e preso em 8 de agosto de 2023, após uma operação, das polícias civis do Amazonas e do Pará. denominada “Hela”,em referência à deusa representante da morte e da fertilidade, na mitologia nórdica. ,
Em seu primeiro depoimento ainda no Pará Gil Romero apresentou a primeira versão sobre o destino do bebê. afirmando que a criança havia sido queimada junto com a mãe. Já em Manaus, disse que retirou o bebê do ventre de Débora, enrolou com panos e pedras, o colocando em uma sacola, chamando um mototaxista e dirigindo-se ao Porto da Ceasa, pegando uma lancha e ao chegar no meio do rio, e jogou o “pacote” , sendo o corpo do bebê, e afirmando que devido as pedras, afundou rapidamente.
Porém, restos do nascituro foram encontrados pela família próximo ao Tonel onde foram queimados, a somatória de 11 pedacinhos de ossos foram recolhidos pela família no dia 03/11/2023, que após exames de DNA foram confirmados ser o que sobrou do bebê.
A polícia sob o que teria das investigações, aponta que José Nilson ajudou a ocultar o cadáver da grávida, isso, após Romero aparecer com o corpo dentro de seu veículo modelo Honda Civic de cor preta. José Nilson relatou que apenas ajudou a colocar a vítima dentro de um tonel cheio de óleo, a mando de seu “patrão” (Gil Romero era proprietário de um bar, onde Neguinho seria seu braço direito), para que ateassem fogo , em seguida tampou , o carregou até a área de cerca de arame, onde cortou os arames e o empurrou, tendo então batido em uma árvore e caído destampado, quando precisou descer a mata e “montar” o ambiente para que não fosse visto, colocando galhos e folhas secas por cima.



Uma resposta
Misericordia pela árvore se conhece o fruto.infrlismente os jovens vivem dominados oelas coisas do mundo