×

Defesa de Deolane Bezerra recorre ao STJ para tentar revogar prisão preventiva

Influenciadora é investigada por suposta ligação com esquema de lavagem de dinheiro do PCC

A defesa da influenciadora digital Deolane Bezerra acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quarta-feira (27), para tentar revogar a prisão preventiva decretada contra ela no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Deolane foi presa na última semana durante operação da Polícia Civil de São Paulo. Segundo as investigações, a influenciadora teria utilizado sua projeção pública e “aparente respeitabilidade social” para dar aparência de legalidade a recursos oriundos de atividades ilícitas da facção criminosa.

Presidência do STJ negou primeiro pedido

O primeiro pedido apresentado pela defesa foi rejeitado pela Presidência do STJ. O entendimento foi de que já existe um recurso semelhante em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que ainda aguarda análise na primeira instância.

Nome do Anunciante

Após a negativa, os advogados recorreram da decisão e solicitaram uma nova avaliação do caso. O recurso tramita sob sigilo e ainda não foi julgado.

Defesa avalia pedir transferência do caso para Justiça Federal

Além da tentativa de garantir a liberdade da influenciadora, a defesa também estuda solicitar que o processo seja transferido da Justiça Estadual para a Justiça Federal.

Atualmente, a investigação tramita em Presidente Venceslau, no interior paulista, cidade que abriga unidades prisionais com integrantes do PCC.

Os advogados sustentam que o caso possui caráter transnacional, já que envolve suspeitos localizados no exterior e possíveis operações internacionais de lavagem de dinheiro. Segundo a defesa, isso justificaria a competência da Justiça Federal, conforme previsto na Constituição para crimes ligados a tratados internacionais e organizações criminosas com atuação além das fronteiras brasileiras.

Marcola nega conhecer Deolane

O líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, também citado na investigação, afirmou desconhecer Deolane Bezerra e negou qualquer envolvimento nos fatos apurados.

Segundo o advogado de Marcola, Bruno Ferullo, o chefe da facção recebeu informações sobre a operação durante visita jurídica realizada na Penitenciária Federal de Brasília, onde está preso.

De acordo com a defesa, Marcola afirmou que seu único vínculo com o caso seria o parentesco com familiares também investigados. Ele ainda negou participação em empresas mencionadas na investigação e contestou a atribuição do apelido “Narigudo”, citado pelas autoridades policiais.

Operação segue em andamento

A investigação continua em andamento e busca identificar a movimentação financeira e possíveis conexões entre integrantes do PCC e pessoas utilizadas para ocultar recursos ilícitos.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo ainda analisam documentos, transferências bancárias e contratos ligados aos investigados.

Talvez te interessem:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Hospedado por ServerPro