Levantamento da BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (27) indica que ainda há espaço para o crescimento de uma terceira via nas eleições presidenciais, embora esse potencial ainda não tenha se convertido em força política concreta.
Eleitorado não polarizado
De acordo com a pesquisa, cerca de 30% do eleitorado brasileiro não se identifica com a polarização. Desse total:
- 22% se declaram não polarizados
- 8% afirmam ser contrários tanto a Luiz Inácio Lula da Silva quanto a Jair Bolsonaro
Além disso, outros 13% demonstram apoio aos principais nomes da esquerda ou da direita, mas com ressalvas, sem alinhamento firme.

Desafio para a terceira via
Apesar do potencial identificado, especialistas apontam dificuldades para consolidar uma alternativa competitiva. Segundo análise baseada em comportamento eleitoral, o crescimento de uma terceira via dependeria do enfraquecimento de um dos polos políticos.
O cientista político Leonardo Barreto destaca que eleitores tendem a optar por candidatos com maior viabilidade eleitoral, mesmo que não sejam suas primeiras escolhas.
Perfil do eleitor indeciso
O grupo de eleitores não polarizados é mais presente entre:
- Mulheres
- Moradores da região Sudeste
- Pessoas entre 25 e 40 anos
- Com ensino médio completo
- Renda entre dois e cinco salários mínimos
Nomes testados não avançam
A pesquisa também avaliou possíveis nomes associados à terceira via, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.
Os dados indicam que esses nomes ainda não conseguem atrair de forma consistente o eleitorado não polarizado.
Tendência de voto
Em cenários de segundo turno sem esses candidatos, a maioria dos eleitores desse grupo tende a rejeitar Lula, o que sugere uma inclinação mais forte ao voto contra o petista.
Conclusão do levantamento
O estudo conclui que existe demanda por uma alternativa fora da polarização tradicional, mas ainda não há uma candidatura capaz de mobilizar esse eleitorado de forma significativa.


