A suspeita de uma lesão muscular de grau 4 no atacante Estêvão levanta dúvidas sobre sua participação na Copa do Mundo de 2026. De acordo com especialistas, o quadro é mais grave do que lesões musculares comuns e pode exigir um período prolongado de recuperação.
Diferença entre os graus de lesão
Segundo o ortopedista e traumatologista do esporte Bruno Canizares, a classificação da lesão é determinante para o prognóstico.
Lesões de grau 3 envolvem rompimento parcial das fibras musculares, ainda com parte da estrutura preservada. Já as de grau 4 indicam ruptura completa do músculo, podendo incluir a junção miotendínea e causar retração muscular, o que agrava o quadro.

Tempo de recuperação
O impacto funcional em lesões de grau 4 é mais intenso, com dor, perda de força e limitação de movimentos mais acentuadas. Em casos de grau 3, o tempo de recuperação varia entre oito e 12 semanas.
Já nas lesões de grau 4, o afastamento tende a ser mais longo e, dependendo da gravidade, pode haver necessidade de cirurgia, especialmente quando há retração significativa ou comprometimento do tendão.
Tratamento e retorno aos gramados
O tratamento é realizado em etapas. Inicialmente, o foco é conter o sangramento e preservar a musculatura. Em seguida, são iniciadas fases de reabilitação com fortalecimento e recuperação da mobilidade.
O retorno ao esporte não depende apenas do tempo, mas de critérios como recuperação da força, capacidade de suportar cargas progressivas e execução de movimentos específicos do jogo, como acelerações e mudanças de direção.
Uso de terapias complementares
Terapias como o PRP (plasma rico em plaquetas) são utilizadas em alguns casos, especialmente na Europa, mas ainda não há consenso científico sobre sua eficácia na aceleração da recuperação.
Diante desse cenário, caso a lesão seja confirmada, a participação do jogador no torneio internacional pode ficar comprometida.




