Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo resultou na prisão de quatro suspeitos envolvidos no sequestro do empresário e influencer Gabriel Spalone, ocorrido em 2025. O crime, motivado por uma dívida de R$ 70,8 milhões, ocorreu após Spalone ser encarregado de comprar criptomoedas e lavar dinheiro para os criminosos. Contudo, o banco bloqueou a quantia, deixando o valor retido e gerando a fúria dos sequestradores.
Spalone, que já enfrentava acusações de furto qualificado e associação criminosa, tendo desviado mais de R$ 146 milhões de uma agência bancária via PIX no ano anterior, foi preso no ano passado, mas libertado em 2026 para responder ao processo em liberdade.
O sequestro aconteceu em fevereiro de 2025, quando o influencer foi abordado por criminosos no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo. Levado para um cativeiro em Santa Isabel, na Grande São Paulo, foi agredido e ameaçado. A vítima conseguiu enviar mensagens para sua namorada, que acionou a polícia. Os sequestradores foram presos, mas acabaram sendo liberados após a detenção.

A ação desta terça-feira, batizada de “Criptonita”, é um desdobramento da investigação que identificou os membros do esquema de extorsão e sequestro. A Justiça decretou a prisão temporária de cinco pessoas, e até o momento, quatro foram detidas, incluindo um guarda civil municipal de Indaiatuba e outro em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de três veículos de luxo – um Porsche, uma picape Nissan Frontier e uma moto Kawasaki – além de celulares, notebooks e uma máquina de contar dinheiro. A quebra do sigilo telefônico também foi autorizada para avançar nas investigações e desmantelar a estrutura completa da quadrilha. As autoridades suspeitam de envolvimento com a facção criminosa PCC e afirmam que os criminosos simularam a venda de um site de apostas para justificar as movimentações financeiras.
Com a participação de 54 policiais civis e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a operação continua, e novos mandados podem ser cumpridos.


