A NASA divulgou novas imagens da missão Artemis II, que já completa seis dias em andamento e marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua após mais de cinco décadas.
Entre os registros mais recentes, destaca-se a imagem do chamado “nascer da Terra”, capturada do lado oculto da Lua um dos momentos mais simbólicos da missão e raramente observado por humanos.
Nova fase da missão
Após concluir o sobrevoo lunar, a cápsula Orion iniciou sua trajetória de retorno à Terra. A expectativa é que a nave deixe a esfera de influência gravitacional da Lua ainda nesta terça-feira (7), quando a força gravitacional terrestre volta a predominar e conduz o trajeto de volta.

Recordes e feitos inéditos
Durante a missão, os astronautas alcançaram a maior distância já registrada por humanos em relação à Terra, chegando a aproximadamente 406,7 mil quilômetros superando marcas estabelecidas ainda na era do programa Apollo.
No ponto mais próximo da Lua, a nave passou a cerca de 6.545 quilômetros da superfície, atingindo velocidades próximas de 98 mil km/h.
Observações científicas
Ao longo de cerca de sete horas de observação, a tripulação realizou análises detalhadas da superfície lunar, registrando imagens de crateras, fluxos de lava e diversas formações geológicas.
Os astronautas também identificaram variações de cor e brilho no solo, dados que podem ajudar cientistas a compreender a composição mineral e a evolução do satélite, além de contribuir para a segurança de futuras missões.
Desafios da missão
Durante a passagem pelo lado oculto da Lua, houve um blackout de comunicação de aproximadamente 40 minutos situação prevista nesse tipo de operação, devido à ausência de sinal direto com a Terra.
Retorno e conclusão
Com duração total estimada de dez dias, a Artemis II segue agora em trajetória de retorno livre, utilizando a gravidade lunar para garantir o caminho de volta sem necessidade de grandes manobras.
A amerissagem está prevista para sexta-feira (10), no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos. Após o pouso, os astronautas serão resgatados por equipes especializadas e encaminhados ao navio USS John P. Murtha, onde passarão por avaliações médicas iniciais antes de seguirem para Houston.
Mesmo sem pouso na superfície lunar, a missão é considerada fundamental para validar tecnologias e preparar o caminho para futuras expedições tripuladas, incluindo o retorno definitivo do homem à Lua.




