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Irã divulga vídeo com ataques simbólicos aos EUA e simula destruição da Estátua da Liberdade

A mídia estatal do Irã divulgou, nesta quarta-feira (25), um vídeo de propaganda que associa os Estados Unidos a episódios históricos de violência e termina com um ataque simbólico à Estátua da Liberdade.

Intitulado “Uma Vingança para Todos”, o material utiliza recursos de inteligência artificial para construir uma narrativa crítica contra Washington, reunindo conflitos históricos e recentes. Entre os episódios citados estão a desapropriação de povos nativos americanos, o bombardeio de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã e confrontos mais recentes no Iêmen, Afeganistão, Iraque e Palestina.

O vídeo também inclui referências a escândalos envolvendo o empresário Jeffrey Epstein, ampliando a crítica ao associar os EUA a diferentes tipos de abusos ao longo da história.

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Nos momentos finais, a produção mostra o lançamento de um míssil em direção ao território norte-americano. O projétil atinge simbolicamente a Estátua da Liberdade, que aparece com a cabeça substituída por uma representação de Baal, figura demonizada na tradição cristã e citada como ídolo em oposição a Alá.

Contexto de tensão

A divulgação ocorre em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos. No mesmo dia, Teerã rejeitou uma proposta de paz apresentada por Washington, classificando o plano como “excessivo e desconectado da realidade”, segundo a emissora estatal Press TV.

De acordo com o governo iraniano, uma contraproposta foi apresentada, reforçando que o encerramento do conflito dependerá exclusivamente das condições estabelecidas pelo país.

Entre as exigências listadas pelas autoridades iranianas estão:

  • Interrupção total das ações militares do que chamam de “inimigo”
  • Garantias concretas de que o conflito não será retomado
  • Reparações pelos danos causados durante a guerra
  • Fim dos confrontos em todas as frentes e grupos envolvidos
  • Reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz

O governo também destacou que essas condições se somam às demandas já apresentadas em rodadas anteriores de negociações realizadas em Genebra.

Guerra também é narrativa

Especialistas apontam que, além do confronto militar, a disputa entre os países também se dá no campo da comunicação. O uso de vídeos, memes e conteúdos digitais tem sido cada vez mais comum como ferramenta de influência e mobilização de opinião pública em cenários de conflito.

A publicação do vídeo reforça esse movimento, utilizando símbolos históricos e religiosos para construir uma mensagem de impacto e ampliar a tensão no cenário internacional.

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