Uma policial militar denunciou ter sido vítima de assédio sexual por parte do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que já responde na Justiça pelo feminicídio da esposa, a também policial militar Gisele Alves Santana. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido no segundo semestre de 2025, período em que o oficial ainda era casado com a vítima.
De acordo com o depoimento, a identidade da policial foi preservada por receio de retaliações. Ela afirmou que o oficial tentou beijá-la e que, após rejeitar as investidas, acabou sendo transferida de batalhão. O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, disse que a policial teria sido cercada pelo superior em diferentes situações.
O caso será analisado pela Corregedoria da Polícia Militar. Além da nova denúncia, Geraldo Neto também já havia sido citado em acusações de assédio moral envolvendo ao menos quatro policiais mulheres em 2022, quando comandava outra unidade da corporação.

Na época, segundo os relatos, as agentes teriam espalhado rumores sobre um suposto relacionamento entre ele e Gisele, o que ambos negavam. O tenente-coronel não foi punido nesses casos. Já uma outra policial do mesmo batalhão processou o Estado de São Paulo por assédio moral e recebeu indenização de R$ 5 mil.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o Fantástico, neste domingo (22), divulgar novas imagens do oficial após o disparo que resultou na morte de Gisele. Segundo o advogado da família, a prisão do tenente-coronel e o avanço das investigações trouxeram algum alívio aos familiares.


