A repercussão das declarações do apresentador Ratinho sobre a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (12). Além da reação que viralizou nas redes sociais, a parlamentar acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pediu a abertura de investigação contra o comunicador.
Durante programa exibido pelo SBT, Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e questionou o fato de a comissão ser liderada por uma mulher trans. Em um dos trechos, afirmou: “Ela não é mulher, ela é trans”. Em outro momento, declarou que, em sua opinião, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero.
As falas geraram ampla repercussão e um vídeo com a reação da plateia passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, três mulheres que estavam no auditório aparecem visivelmente surpresas com as declarações do apresentador, chegando a demonstrar espanto. O trecho viralizou, com internautas destacando que a expressão do público teria resumido o sentimento de parte dos telespectadores.

CHOCADAS! Veja a reação das moças da plateia com diarréia que saiu da boca do ultrapassado apresentador do SBT, Ratinho! 👇
— Dieguinho (@diegoschueng) March 12, 2026
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Ação no Ministério Público
Erika Hilton protocolou representação no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP. No documento, a deputada solicita a abertura de inquérito policial e a responsabilização do apresentador por transfobia. Caso haja condenação, a pena pode chegar a até seis anos de prisão.
Na quarta-feira (11), Erika foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A eleição enfrentou resistência de parlamentares do Centrão e da direita, que articularam nos bastidores uma tentativa de barrar sua escolha, sem sucesso.
Na representação encaminhada ao Ministério Público, a deputada argumenta que as declarações do apresentador não se limitaram a uma crítica política, mas consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero. Segundo o documento, as falas teriam potencial discriminatório, especialmente por terem sido transmitidas em rede nacional e amplificadas nas redes sociais.
O caso segue em análise pelo MP-SP.


