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Adolescentes do Amazonas veem tecnologia como essencial para aprender

Levantamento com 142 mil participantes destaca ainda importância da convivência, do preparo para o futuro e de atividades mais práticas na rotina escolar

Atividades com tecnologia e mídias digitais despontam como fundamentais para a escola do futuro entre os 142 mil participantes da Semana da Escuta das Adolescências no Amazonas, levantamento nacional do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Itaú Social, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Tanto os adolescentes que cursam 6º e 7º anos, quanto os que estão no 8º e 9º anos, colocam essas atividades no topo das prioridades, com 40% e 41%, respectivamente, caindo a centralidade das ferramentas digitais no que esperam da escola.

“As vozes dos adolescentes são um chamado para construirmos escolas que respondam às suas necessidades e aspirações. Esses dados nos mostram que, ao ouvirmos, podemos criar políticas educacionais mais inseridas a esta fase do desenvolvimento humano e à realidade local”, afirma Patrícia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social.

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O que a escola representa para os estudantes

Entre os que frequentam 6º e 7º anos, a escola é majoritariamente um espaço de convivência positiva. Nesse sentido, 81% dizem ter amigos ou amigas com quem gosta de estar. Relações de respeito com profissionais aparecem em seguida (74%), acompanhadas pela presença de um adulto de confiança (73%) e pela sensação de bem-estar no ambiente escolar (73%).

Já os adolescentes que cursam 8º e 9º anos demonstram uma ampliação de expectativas. Embora a convivência continue forte — 79% têm amigos com quem gostam de estar —, surgem outras prioridades: 72% afirmam sentir que a escola os prepara para as escolhas futuras, como ensino médio, carreira e trabalho. O aumento de conhecimentos sobre as disciplinas também é enfatizado (71%). A confiança em um adulto de referência permanece relevante, mas aparece em menor proporção que entre os mais novos, alcançando 65%.

A comparação evidencia que, enquanto os mais jovens buscam essencialmente acolhimento e relações próximas, os mais velhos passam a associar-se à escola ao projeto de futuro.

Conteúdos que mais são positivos para o desenvolvimento

As disciplinas tradicionais, como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, aparecem como o principal eixo formativo nos dois grupos, mas com diferentes intensidades: 53% dos estudantes de 6º e 7º anos veem como os que mais os fazem se desenvolvem para a vida, enquanto entre os de 8º e 9º anos esse índice é de 45%.

Nos anos iniciais do ciclo, Esportes e bem-estar surgem como a segunda categoria mais importante (38%), seguida de artes e cultura (31%). Entre os mais velhos, os esportes continuam relevantes (36%), mas a terceira posição é avançada por conhecimentos ligados à tecnologia e mídias digitais (29%).

Atividades indispensáveis ​​na escola do futuro

As respostas revelam que, embora a tecnologia tenha se tornado central, ela não substitui outras dimensões importantes do cotidiano escolar. Tanto a vivência esportiva quanto o aprendizado prático seguem essenciais para uma formação integral.

Além das tecnologias digitais no topo das prioridades de ambos os grupos, as práticas esportivas também se destacam, com 39% entre os mais novos e 37% entre os mais velhos. Já as aulas práticas, com projetos e atividades “mão na massa”, são mencionadas por 35% dos adolescentes dos 6º e 7º anos e por 32% dos estudantes dos 8º e 9º anos.

Formas de aprender melhor na escola

A pesquisa também mostra como os adolescentes acreditam que aprendem mais. Entre os estudantes dos 6º e 7º anos, visitas, passeios e atividades fora da escola aparecem como caminho para melhorar o aprendizado (31%), empatadas com trabalhos em grupo, também com 31%. As leituras são apontadas por 29%, enquanto 26% mencionam aulas de reforço em conteúdos nos quais têm dificuldade.

Já entre os que estão no 8º e 9º anos, as atividades externas ganham ainda mais relevância: 36% veem como forma eficaz de aprender. Os trabalhos em grupo, embora ainda importantes, caem para 26%. Ganha destaque, nessa faixa etária, a participação em atividades baseadas em tecnologias e mídias digitais (25%), índice semelhante ao de aulas de reforço (25%).

Convivência na escola

Em relação às formas de melhorar a convivência, tanto os mais jovens quanto os mais velhos apontam atividades esportivas e lúdicas como essenciais. Entre os estudantes dos 6º e 7º anos, 44% acreditam que jogos, competições e olimpíadas fortalecem a socialização. Na sequência, aparecem ações voltadas para a prevenção de violências, bullying e racismo (33%), seguidas por melhorias nos espaços de convivência (33%) e pela garantia de segurança dentro e fora da escola (32%).

Nos 8º e 9º anos, os jogos e competições continuam liderando, com ainda mais força (46%). A melhoria dos espaços de convivência aparece mais bem avaliada do que entre os mais novos, alcançando 35%. O entorno e o ambiente escolar mantêm o mesmo nível de segurança (32%), enquanto as atividades sobre bullying, racismo e prevenção de violência ficam logo atrás, com 31%.

Sobre a Escuta das Adolescências

O levantamento realizado no Amazonas faz parte do Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências, que traz as percepções dos estudantes sobre suas identidades, diversidades e obstáculos à participação, estimulando gestores, professores e comunidades a promoverem escolas mais inclusivas e transformadoras. A iniciativa nacional reuniu mais de 2,3 milhões de estudantes em todo o Brasil, marcando um passo importante na elaboração de uma política pública voltada especialmente para os Anos Finais do Ensino Fundamental. 

Mais informações e os detalhes completos do relatório podem ser acessados ​​em: https://semanadaescuta.org.br/ resultados/estados 

Com informações da assessoria

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